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Não
dá para a igreja brasileira tapar os olhos! No Brasil, os solteiros,
divorciados e viúvos (S.D.V) com idade acima de 30 anos já somam 35 milhões,
destes 20 milhões são mulheres e 15 milhões são homens e muitos destes estão
na Igreja.
Graças a Deus, nestes últimos 15 anos, a igreja tem gradativamente se
sensibilizado com estes irmãos, formando grupos de apoio que vise atendê-los
em suas necessidades. Neste período o mesmo está acontecendo com Igrejas
Evangélicas em toda a América Latina. No entanto, conforme dados levantados
pelo Ministério Apoio,
SEPAL e OIKOS, cerca de 80% das Igrejas Evangélicas Brasileiras não possuem
um ministério com solteiros, divorciados e viúvos.
Os motivos são os mais variados possíveis.
• Número insuficiente de pessoas para formação de um grupo.
• Ausência de pessoas com maturidade espiritual e emocional para formação de
uma liderança.
• Falta de interesse dos próprios S.D.V.
• Em alguns casos há pastores que têm visão e desejo de formar um ministério
em sua Igreja, mas não sabem como.
• Existe um bom número de lideres que não vêm com bons olhos um ministério
para os S. D. V.
Alegam que esta fragmentaria a igreja, sendo melhor para eles estarem
envolvidos nas atividades comuns na Igreja. Outros afirmam que a formação de
mais um ministério enfraqueceria os já existentes, alguns argumentam ainda
que há muito risco em aproximar pessoas carentes, o perigo de
relacionamentos pecaminosos pode ser uma ameaça e não um beneficio à Igreja.
Há quem diga até, que a presença de um Grupo de Apoio a estas pessoas
incentivaria o divórcio na Igreja, porque se um casal não estiver bem no
casamento, sabendo que na sua comunidade encontraria apoio, optaria pela
separação. Enfim, nestes 10 anos semeando a visão de um Ministério de Apoio
com SDV, na Igreja Evangélica Brasileira já me fizeram ouvir muita coisa.
Estou convencido que um ministério com SDV, além de necessário é altamente
benéfico à Igreja, pelas seguintes razões:
1ª - Porque a família no Brasil está sendo destruída! A responsabilidade de
preservar e de cuidar dos feridos é da Igreja Evangélica. Para cada 10
casamentos no Brasil, três terminam em divórcio e em algumas regiões este
número já chega a cinco.
2ª - Porque 65 % dos que buscam um segundo casamento não estão sendo bem
sucedidos.
3ª - Porque 68% dos que buscam um terceiro casamento não estão sendo bem
sucedidos.
4ª - Porque 40 % dos casamentos de filhos de divorciados, estão repetindo a
experiência de seus pais.
5ª - Porque os solteiros, divorciados e viúvos em sua grande maioria não
encontram seu espaço na Igreja.
6ª - Porque eles têm um potencial enorme no apoio e envolvimento com
missões.
7ª - Porque eles precisam ser ministrados em áreas especificas de suas
vidas. Beneficiando sua condição de vida.
8ª - Porque há três necessidades básicas no ser humano: ser amado, ser
valorizado e sentir-se parte de algo.
Não há um padrão para um ministério com solteiros, divorciados e viúvos. Dos
mais de 100 grupos que tenho conhecimento, cada um está adequado à realidade
de sua Igreja.
QUANTO AO OBJETIVO:
Alguns grupos têm por finalidade especifica a formação de pares, no entanto
a grande maioria tem tido uma visão terapêutica buscando atingí-los em cinco
áreas especificas: espiritual, emocional, social (possibilitando comunhão, a
interação entre as pessoas), orientação sexual e envolvimento dos mesmos em
missões, sejam em trabalhos evangelisticos ou tarefas sociais.
QUANTO AO PÚBLICO:
Existem grupos só para jovens adultos (30 a 45 anos), outros só para
mulheres divorciadas, outros só para viúvas, outros mistos (com solteiros,
divorciados e viúvos de ambos os sexos).
QUANTO À PERIODICIDADE:
Boa parte dos grupos se reúne apenas uma vez por mês, em um sábado. Alguns,
além disso, mantém uma sala na EBD ou um grupo de comunhão no meio da
semana, para oração e compartilhamento.
QUANTO À PROGRAMAÇÃO:
Há grupos que dão ênfase ao ensino, outros à comunhão (com dinâmicas) e
outros que combinam as duas atividades.
A participação de pregadores, pastores, psicólogos desenvolvendo tema do
interesse do grupo. Eventos em pizzaria, restaurantes, acampamentos,
churrascos, caminhadas, passeios, etc.
Algumas igrejas têm o grupo de apoio aos S.D.V. acoplado às atividades do
ministério da família, sendo assim, sempre que este ministério realiza
eventos para a família na Igreja há uma oficina especifica a eles.
Minha orientação é sempre no sentido dos líderes discernirem que tipo de
atividades se adequa melhor à realidade de suas igrejas: Uma sala na EBD, um
encontro por mês, uma célula ou grupo de comunhão no meio da semana, etc...
Se há lideres, um programa e apoio da liderança no acompanhamento e
entusiástica divulgação das atividades do ministério, com certeza ele será
bem sucedido.
fonte www.clickfamilia.org.br
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