Esta ordem foi dada pelo Senhor Jesus,
aproximadamente entre os anos 35 e 40. Nesta época, as profecias se
cumpriram, Jesus havia morrido!
Estavam reunidos os onze discípulos e discutiam as notícias que começavam
a chegar. Algumas pessoas afirmavam que tinham visto o Senhor.
Provavelmente, um pensamento era comum a todos: Nós seremos os
primeiros aos quais o Senhor aparecerá!
Afinal eram os Seus discípulos, andaram com o Senhor em seu ministério.
Mas, ocorreu o contrário, e o Mestre mostrou-se primeiro aos pequenos
e a estes encarregou de levar a notícia aos discípulos. E quando
estes chegaram e anunciaram a boa nova da ressurreição, a primeira
reação foi a incredulidade, a dureza, o orgulho tomou conta dos corações
e não deram crédito a grande notícia.
Jesus apareceu ali no meio deles e os repreendeu por tal situação. E
sentado à mesa, conversaram e fez algumas determinações, dentre
estas, um mandamento muito importante: “Ide...!
Observamos que este mandamento tem sido prática no seio das igrejas e
os povos tem sido alcançados. No entanto, uma vida santa, separada e
uma comunhão verdadeira, real são condições indispensáveis.
A Revista Veja (nº 1758 03/07/02) publicou
uma reportagem escrita por José Edward, que mostra-nos o avanço dos
evangélicos em nossa pátria, vale realçar que a Revista Veja
é um veículo que não possui vínculos com a igreja evangélica,
portanto, uma matéria isenta, sem paixões denominacionais.
Veja a transcrição de partes desta reportagem do jornalista José
Edward:
"O país mais católico do mundo está ficando
cada vez mais evangélico. O resultado do censo demográfico no
quesito religião, divulgado neste ano, mostra que mais de 15% dos
brasileiros – um rebanho de 26 milhões de pessoas – são
protestantes. É um porcentual cinco vezes maior que em 1940 e o dobro
de 1980. Em estados como Rio de Janeiro e Goiás, o índice supera 20%
dos habitantes. No Espírito Santo e em Rondônia, os evangélicos
passam de um quarto da população. Esse ritmo indica que metade dos
brasileiros poderiam estar convertidos em cinco décadas – um tempo
mínimo quando se fala de avanço religioso.
As conseqüências desse crescimento são muitas. Apenas como sinais
das alterações a que esse fenômeno pode levar no perfil das famílias
brasileiras, vale citar que os evangélicos, mesmo entre os menos
escolarizados, têm menor número de filhos que seus vizinhos de
outras religiões. Três quartos das mulheres evangélicas casadas
usam contraceptivos. Quase 90% dos adeptos de igrejas evangélicas
acreditam que a moral sexual do homem e da mulher deve ser igual, e
65% deles preferem casar-se com algum irmão de fé.
Os evangélicos levam a prática da fé a sério. Para começar,
muitos evangélicos são convertidos – ou seja, escolheram aderir a
uma religião por conta própria. Por isso, tendem a se tornar
militantes da causa, envolvendo-se nos cultos e nas atividades comunitárias
desenvolvidas em torno dos templos que freqüentam. Segundo o Iser,
80% dos evangélicos dizem participar das cerimônias e das obras
sociais com regularidade.
A religiões cristãs não-católicas, como as
evangélicas, têm sua origem no começo do século XVI, quando um
monge alemão chamado Martinho Lutero se insurgiu contra Roma. No ano
de 1517, revoltado com a venda de indulgências pelo papa, Lutero
escreveu suas famosas 95 teses, que pregou na porta da catedral de
Wittenberg. Foi o estopim da Reforma Protestante, que se tornaria uma
das mais profundas transformações sócias da história humana. Com o
tempo, do tronco protestante antipapal foram brotando dezenas de
denominações. As mais importantes dessas subdivisões, a do
pentecostalismo, criada pelo pregador negro americano William Joseph
Seymour, foi uma explosão de fé. Hoje há mais pentecostais no mundo
do que anglicanos, batistas, luteranos e presbiterianos somados.
Ao proliferarem em todas as camadas sociais, os evangélicos estão
produzindo mudanças facilmente detectáveis.
Em todas as variantes do protestantismo, é missão do fiel e de seu
pastor espalhar a palavra do Senhor. Em resumo, ele deve converter seu
semelhante. Na maioria dos casos, quanto pior o currículo ético
desse semelhante, maior será o esforço para salva-lo.
No discurso da maioria dos protestantes, a insegurança, a droga, o
alcoolismo, a infidelidade, a vida indigna, o desrespeito, a miséria
e todos os eventos ruins que podem atingir uma pessoa compõem as
faces diversas de um inferno que se experimenta na terra. Numa troca
simples, a igreja evangélica propõe que sua ovelha se afaste do mal
e siga um código duro de conduta, oferecendo em troca apoio e
reconhecimento por seu sucesso na empreitada.
As igrejas evangélicas, sobretudo as do chamado ramos pentecostal,
penetram com enorme velocidade e sem nenhuma burocracia nas
comunidades carentes e oferecem um modelo ético em regiões que as
autoridades esqueceram e às quais a polícia leva mais medo que
segurança.
Já existe até uma revista, a Consumidor Cristão, com tiragem
de 20.000 exemplares, lida por evangélicos e recheada de anúncios
com linguagem e até produtos específicos para esse público.
Somando tudo – de CDs a bares e instituições de ensino -, o
mercador impulsionado pelos protestantes movimentam 3 bilhões de
reais por ano e gera pelo menos 2 milhões de empregos. Na área da mídia
eletrônica, há um verdadeiro império evangélico país afora.
Existem mais de 300 emissoras de rádio evangélicas no Brasil,
centenas de sites e pastores dando plantão on-line, na internet.
O Rádio e a TV servem ainda de canal para a transmissão de modelos
culturais e de comportamento. Aline Barros, uma cantora de 25 anos,
pode ser um nome desconhecido pra quem acompanha as paradas de
sucesso. Más já vendeu mais de 1 milhão de CDs de música pop evangélica.
Cassiane, com 3 milhões de discos vendidos, é outra grande estrela
do gênero.
Há também um grande investimento em educação. A média de leitura
dos evangélicos brasileiros gira em torno de seis livros por ano –
o dobro da média nacional. As denominações evangélicas administram
quase 1.000 escolas no Brasil com uma clientela de 740.000 alunos.
Paradoxalmente, o que mais mudou no Brasil com o crescimento da legião
evangélica foi a Igreja Católica. De um lado, surgiu a Renovação
Carismática, para revigorar os aspectos místicos e milagrosos da fé.
De outro, os padres-cantores saíram atrás de fieis e compradores de
CDs. Na mídia, a Igreja fincou uma bandeira em tempo recorde, criando
a Rede Vida de rádio e TV, que cobre todo o território nacional. Os
resultados, porém, estão longe do esperado. Os católicos falam em
crise de vocações. Há sete vezes mais pastores protestantes atuando
no Brasil que padres, e na maioria das denominações mais recentes
esses ministros são formados em apenas alguns meses. Na prática,
eles seguem aquele famoso incentivo: “Crescei e multiplicai-vos”.
|
Evangélicos sobre o total da população:
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15%
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9%
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6%
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3%
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1940
|
1970
|
1990
|
2000
|
Igrejas e seus números:
|
Igrejas:
|
Universal do Reino de Deus
|
Internacional Graça de Deus
|
Renascer Em Cristo
|
Sara NossaTerra
|
|
Fundação
|
1977
|
1980
|
1986
|
1992
|
|
Fiéis em 1991
|
268.000
|
100.000
|
10.000
|
3.000
|
|
Fiéis em 2001
|
2.000.000
|
270.000
|
120.000
|
150.000
|
|
Templos
|
7.000
|
900
|
400
|
350
|
|
Pastores
|
14.000
|
1.500
|
1.000
|
1.100
|
|
Igrejas:
|
Congregação Cristã Brasil
|
Assembléia De Deus
|
Evangelho Quadrangular
|
Deus é Amor
|
|
Fundação
|
1910
|
1911
|
1951
|
1962
|
|
Fiéis em 1991
|
1.600.000
|
2.400.000
|
303.000
|
170.000
|
|
Fiéis em 2001
|
2.200.000
|
4.500.000
|
1.000.000
|
750.000
|
|
Templos
|
14.300
|
22.000
|
6.300
|
5.000
|
|
Pastores
|
18.700
|
21.000
|
12.500
|
9.000
|
|
Igrejas:
|
Luterana
|
Presbiteriana
|
Batista
|
Adventista
|
|
Fundação
|
1824
|
1859
|
1889
|
1895
|
|
Fiéis em 1991
|
1.000.000
|
498.000
|
1.500.000
|
706.000
|
|
Fiéis em 2001
|
930.000
|
500.000
|
1.800.000
|
1.100.000
|
|
Templos
|
3.108
|
3.000
|
10.000
|
3.235
|
|
Pastores
|
1.550
|
2.500
|
10.000
|
1.500
|
Música Gospel:
|
Gravadoras:
|
96
|
|
Artistas e Bandas
|
1.000
|
|
Cds Lançados por mês
|
5
|
|
Faturamento Anual (R$)
|
200.000.000
|
Programas Evangélicos na TV ( Hora/Semana )
|
Ano:
|
Horas
|
|
1975
|
1
|
|
1983
|
15
|
|
1992
|
45
|
|
2001
|
90
|
A reportagem realizada pela Revista Veja,
focaliza especialmente os números relacionados aos evangélicos
(crentes); realmente são animadores e alegra o coração de muitos.
E o Senhor está alegre com esta multidão (26 milhões) de pessoas
que declaram-se seus seguidores?
A Igreja Evangélica em muitos casos tem nascido ou
estão sendo dirigidas como uma empresa com metas definidas, ganhar
novos adeptos e abrir templos e usam todos os recursos de marketing
para alcançarem tais objetivos.
E o que vemos? Vemos uma igreja de mãos dadas com
o mundo, incorporando práticas e costumes comuns aos considerados ímpios.
Nas quais, as ordenanças pregadas pelo Senhor, já não ocupam os
primeiros lugares na vida de seus fieis. A santidade e a necessidade
de viverem separados do mundo, foram “maquiadas” e a expressão:
“não é bem assim!” tem sido usada como nunca!
“Disse Jesus: Se alguém me ama, guardará a
minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele
morada. Quem não me ama, não guarda as minhas palavras...”
Jo
14.23